Primeiros passos

O melhor jeito de entender o processo da Comunicação Não Violenta é com prática. Feche seus olhos e procure se lembrar de uma ocasião em que você tenha se desentendido com alguém e tenha verbalizado, pensado ou recebido palavras pouco amistosas…

Não importa em qual área, em qual ano ou em qual tipo de relação, tenho certeza que você já contabilizou algumas situações assim aí no seu currículo de vida.

Um chefe que te cobrou além da conta? Um colega que não cumpriu a tarefa combinada? A amiga que chegou atrasada de novo? O marido que não foi buscar as crianças na escola? A mãe que ligou sem parar para você no meio de uma reunião importante? A filha que não telefonou no dia do seu aniversário?

Vamos lá. Procure relembrar uma situação conflituosa ou desconfortável que tenha tido com outra pessoa, com o máximo de clareza possível.

Sim, é muito importante que você tenha escolhido a situação para continuar a leitura do nosso curso!

Escolheu sua situação? Tente se lembrar do que aconteceu, do que você sentiu, como reagiu e como o outro reagiu. Lembre-se do que exatamente te frustou, enraiveceu, magoou ou entristeceu. 

Então agora eu vou te contar os dois maiores lemas da Comunicação Não Violenta. E depois a gente vai entender um pouco melhor cada um deles.

“Por trás de todo comportamento existe uma necessidade”.

LEMA 1

“Toda violência é uma expressão trágica de uma necessidade que não foi atendida”.

LEMA 2

Pare por um instante, releia as frases acima e pense um pouco sobre elas.

Você consegue perceber como as atitudes que tomamos revelam alguma coisa de que precisamos? Quando ficamos bravos, chateados ou agressivos com alguém é sinal que alguma coisa não ocorreu como gostaríamos.

Alguma coisa que era importante para você, naquele momento, estava ausente. Eu tenho certeza de que esse foi o caso na situação que você imaginou. E a gente vai voltar pro seu caso já já, mas antes, vamos refletir um pouco mais.