Redes 10 Considerado o melhor evento sobre o uso de redes sociais e tecnologias por órgãos públicos. Participe

Depoimento da Oradora da turma Fabiana Reis

Por Fabiana Reis (PRF), em 21/12/2020

Boa tarde, colegas, hubgovers, facilitadores e por que não chamá-los de inovadores. É com entusiasmo que chegamos a este dia. Iniciamos nossa jornada em setembro, cheios de expectativas e curiosidades, hoje estamos concluindo nosso primeiro programa de inovação.

Imagem capturada da tela durante evento de apresentação dos projetos

Entre encontros remotos e presenciais, vivemos as restrições impostas pelo distanciamento social. 2020 foi um ano desafiador e parafraseando McLuhan, não podíamos resolver problemas novos com ferramentas velhas.

Aprendemos design thinking, storytelling, construímos perfis, mas além das técnicas olhamos para o outro com empatia, querendo conhecer suas dores, praticamos comunicação não-violenta, mostramos nossas vulnerabilidades. Por isso, este programa foi tão assertivo, tão encaixado no tempo e no espaço.

Durante o programa, imersos, começamos a nos perguntar o porquê. À medida que as ideias surgiam, agrupamos e reduzimos as opções. Focamos na gestão da mudança. Tangibilizamos e testamos. Hoje, após três meses de trabalho, apresentamos cinco propostas inovadoras.

“Inovar não é uma tarefa simples e o tempo é fundamental para transformar boas ideias em resultado. Também é sabido que ideias surgem a todo momento e descobrir quais são realmente boas com uma abordagem prática e consistente é um dos grandes desafios de quem deseja inovar.”

KIT DE FERRAMENTAS – ENAP

Para que o ciclo da inovação continue; Identificando problemas, gerando ideias, desenvolvendo propostas, implementando e avaliando projetos, disseminando aprendizados precisamos da atuação em rede. E se o ponto inicial para inovar é o questionamento, terminaremos com uma pergunta: Como podemos fortalecer a rede de inovação na PRF?

Sabemos que a inovação prospera em grandes redes. Assim, o modelo de gestão implementado pela PRF favorece a inovação já que, em essência, o conceito de governança promove a integração, elemento necessário às redes. A governança multinível permite a liberdade de criação e inovação dentro de princípios legais e estratégicos do bem comum.

Dessa forma, meus amigos, como num quebra-cabeça em que cada um tem uma peça, vamos nos reunir para montá-lo. Trabalharemos para sairmos do conflito e da competição para o mundo da coalizão e colaboração. Haverá momentos de colapso e caos, mas também de ordem e controle.

Faremos as mais belas perguntas: Por quê? E se? Como? umas tantas vezes. Criaremos escolhas, tomaremos decisões.

A PRF que viveremos em 2028, ano do seu centenário, certamente será fruto dos valores que estamos entregando hoje: pessoas e processos formando um duplo diamante em força e beleza. Estamos juntos nesta jornada apaixonante de resolução de problemas e de aprendizagem.

Vimos o quanto podemos fazer juntos. Nosso time é forte. Desejo que cada um de nós nos enxerguemos como nós fortes nessa rede transformadora e que juntos possamos fortalecer a inovação na PRF.

Depoimento de Fabiana Reis (PRF), publicado aqui com autorização.

HubGov PRF

Por WeGov

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Metodologias ágeis no setor público

O conceito de ágil surgiu na indústria de tecnologia como resposta às frustrações sofridas no desenvolvimento de softwares. Longos e detalhados planos de trabalhos de projetos com alto nível de incerteza levavam muito tempo para terem suas entregas concluídas e, muitas vezes, o resultado final era diferente do esperado; ou já não atendia mais às necessidades do negócio e dos usuários.

No início dos anos 2000, alguns líderes da indústria de softwares assinaram o Manifesto Ágil, onde escreveram as diretrizes do que seria uma maneira de fazer projetos de tecnologia de forma mais rápida e dinâmica. Desse manifesto derivam diversos métodos diferentes de se trabalhar o desenvolvimento de softwares, sendo o Scrum, Kanban e XP os mais conhecidos.

O ágil é mais do que aplicações de metodologias: é um mindset para entregas de valor pequenas, rápidas e contínuas ao longo do projeto.

12 princípios do manifesto ágil:

  • Garantir a satisfação do cliente, entregando rápida e continuamente um software funcional;
  • Adaptabilidade: Mudanças tardias de escopo no projeto são bem-vindas;
  • Software funcional é entregue frequentemente (semanal ou mensalmente – o menor intervalo possível);
  • Cooperação constante entre as pessoas que entendem do ‘negócio’ e os desenvolvedores;
  • Projetos surgem por meio de indivíduos motivados, devendo existir uma relação de confiança;
  • A melhor forma de transmissão de informação entre desenvolvedores é através da conversa ‘cara a cara’;
  • Software funcional é a principal medida de progresso do projeto;
  • Novos recursos de software devem ser entregues constantemente. Clientes e desenvolvedores devem manter um ritmo até a conclusão do projeto;
  • Design do software deve prezar pela excelência técnica;
  • Simplicidade;
  • As melhores arquiteturas, requisitos e designs emergem de equipes auto-organizáveis;
  • Em intervalos regulares, a equipe reflete sobre como se tornar mais eficaz e então refina e ajusta seu comportamento.

Metodologia Scrum

Umas das metodologias ágeis mais conhecidas e utilizadas é o Scrum. No Scrum, o projeto é dividido em pequenos ciclos de planejamento, execução e entrega, os chamados sprints. Em geral, um sprint dura cerca de 15 a 30 dias. 

Ao longo do projeto, as necessidades (chamadas também de história) dos clientes / usuários surgem, sendo preciso incluir atividades que antes não eram previstas. No caso do desenvolvimento de um software, por exemplo, pode ser essencial uma nova funcionalidade, ou mudar a interface, para melhorar a usabilidade. Essas demandas são acumuladas num backlog, que é uma pequena lista de necessidades que precisam ser resolvidas.

O sprint é tipicamente dividido em 3 etapas: o sprint planning (planejamento), o sprint development (desenvolvimento) e o sprint retrospective (retrospectiva). 

No sprint planning são discutidas as histórias do backlog (as necessidades dos clientes) e verificadas qual é a prioridade de cada uma e qual é o esforço necessário para resolvê-las. Então, são definidas quais histórias serão trabalhadas naquele ciclo e quem irá trabalhar nelas.

Uma vez definidas, essas histórias serão executadas na etapa de desenvolvimento, o chamado sprint development. Durante o desenvolvimento, a equipe faz reuniões diárias curtas para conversarem sobre o que foi produzido no dia anterior, o que será produzido no dia seguinte e tomar pequenas decisões para direcionar o time, as chamadas daily standup meetings

Ao fim do sprint, as tarefas são finalizadas e entregues aos clientes. Independentemente de todas as demandas serem concluídas ou não, o sprint irá terminar na data prevista e as demandas não concluídas ficam para outros sprints.

Em seguida, o time se reúne para analisar o sprint passado e discutir o que foi bom e os pontos de melhoria, o chamado sprint retrospective. Em alguns casos, é feita uma apresentação das entregas realizadas para os clientes internos da empresa. O time aproveita essa etapa para colher primeiros feedbacks.

Em geral, os times (também chamados de squads) são pequenos com uma média de 5 a 15 participantes, cada um com um papel definido.

O product owner (ou simplesmente p.o.) avalia as necessidades dos clientes e stakeholders* (envolvidos no projeto) e ajuda a definir uma ordem de prioridade, ou seja, ele gerencia o backlog do produto. O próprio p.o., juntamente com um UX designer, utiliza métodos de design thinking para entender as necessidades dos clientes e stakeholders em detalhe e desenhar uma solução para elas. O p.o. e o time de desenvolvedores (ou simplesmente devs) definem o grau de dificuldade das necessidades e quais serão trabalhadas em cada sprint. Os desenvolvedores são responsáveis por executar as melhorias no produto, conforme definido com o p.o. O scrum master garante que todas as etapas do ciclo estão sendo realizadas, e garante os recursos que o time precisa para executar suas tarefas. 

Metodologias ágeis que podem ser aplicadas em projetos para além do desenvolvimento de softwares

Mais do que as práticas, o ágil é um mindset que requer transformações profundas de cultura do ambiente de trabalho. No entanto, devido à grande dificuldade de implementar uma transformação dessas no setor público pelo alto nível de complexidade da organização, a proposta deste texto é trazer ideias de como aplicar algumas práticas da metodologia scrum no dia-a-dia de qualquer projeto. Trazendo primeiro mudanças de metodologia, incitando o mindset ágil de maneira bottom-up (de baixo para cima).

Planos de trabalhos longos X pequenos sprints

Uma prática comum em gerenciamento de projetos é construir planos de trabalhos longos e detalhados que abarcam todas as fases de execução daqueles projetos na etapa de planejamento. Muitas vezes o direcionamento muda e o plano não é mais coerente com o esperado. Neste caso, praticar os sprints pode ser um método mais eficiente  para projetos em desenvolvimento. Por exemplo, a cada início de mês, o gerente de projeto pode revisar com a liderança se os principais objetivos daquele projeto ainda se mantém e, a partir disso, ele monta uma proposta de atividades detalhadas. Ele, então, pode trazer para o time de projetos essa proposta e discutir o tempo de execução e prioridades de cada atividade, fechando com esse time um plano de atividades  para o mês em questão (sprint planning).


Gerenciamento de atividades e visibilidade para todo o time

A prática do daily standup meeting pode ser bastante saudável para dar visibilidade sobre o que está sendo realizado a todos os membros do time de projetos; identificar falhas de antemão e ajudar ao membro da equipe a tomar pequenas decisões do dia-a-dia. Se o time não tiver disponibilidade de se reunir, uma ótima prática também é cada membro enviar um e-mail diário com a  lista do que foi feito no dia e próximos passos para o dia seguinte.

O uso do quadro Kanban também ajuda os envolvidos a ter visibilidade do avanço das tarefas, além de poder  ser usado também para medir a eficiência do time. Assim, toda vez que alguém tiver dúvidas sobre o andamento de determinada atividade, pode checar no quadro ao invés de ter que fazer reuniões de check-in. Existem várias ferramentas gratuitas disponíveis para gerenciamento de tarefas e quadros de Kanban, como Trello e Asana.

Entregas menores e com visibilidade para a alta liderança e áreas envolvidas

Mensalmente, ao final do sprint, o time pode juntar tudo o que foi realizado e apresentar para a liderança ou áreas cliente o que foi desenvolvido ao longo daquele mês, demonstrando como aquela etapa contribuiu para atingir o objetivo final do projeto. Isso ajuda a dar visibilidade para os stakeholders sobre o que o time está desenvolvendo, bem como colher feedbacks para adaptar o plano de trabalho futuro.

Feedbacks contínuos

Além da prática do feedback 1:1 ao final de cada mês, o time de projetos pode se reunir para discutir sobre o que deu certo, o que falhou e o que pode ser feito para melhorar. É importante também aproveitar estes momentos para medir a moral e o engajamento do time, identificando pontos a serem trabalhados com antecedência. O ideal é começar fazendo uma pesquisa anônima entre os membros e depois uma reunião para discussão em grupo e elaboração do plano de melhoria.

Autonomia

É importante trazer o time para participar das etapas de planejamento, replanejamento e apresentação das entregas, bem como deixar com que, mesmo os membros mais juniores, participem das tomadas de decisão do projeto ou permitir que eles tomem decisões sozinhos no meio do caminho. Isso permite que os membros se vejam como parte daquele projeto, faz com que fiquem mais felizes e mais eficientes.


Interação entre membros de equipes diferentes

Criar espaços para que membros que exercem mesma função possam interagir e trocar experiências pode ser bastante valioso para o desenvolvimento deles. Por exemplo, os gerentes podem se reunir e trocar experiências; ou os analistas para participarem de treinamentos, discussões em grupo, encontros de happy hours.

Mínimo Produto Viável e testes AB

Suponhamos que o seu projeto seja realizar uma série de melhorias num determinado serviço (por exemplos em hospitais públicos), mas você não tem certeza do valor/impacto que cada iniciativa trará ao usuário. Um grupo de teste pode ser montado (por exemplo, uma ala do hospital) e as iniciativas podem ser aplicadas naquele grupo. Comece com iniciativas simples (um Mínimo Produto Viável, chamado MVP), avalie se as iniciativas estão surtindo o efeito esperado neste grupo pequeno e faça contínuas melhorias nos serviços. Uma vez que as iniciativas provarem seu valor no grupo pequeno, expanda as iniciativas para grupos maiores, por exemplo, para o hospital todo.

Espero que essas dicas possam ajudar ao serviço público a criar projetos de forma mais dinâmica e integrada, adaptando as propostas iniciais às demandas que podem vir a surgir no meio do processo.

*Nota da WeGov: Segundo Edward R. Freeman (1984), Stakeholders pode ser definido como o conjunto de grupos que podem afetar uma organização ao mesmo tempo que também podem ser afetados por ela.


Foto de Dylan Gillis no Unsplash

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Cases selecionados para o 8º Redes WeGov

A inovação no setor público tem o poder de causar impacto em escala e transformar a vida dos cidadãos. E, mesmo com o desafio que sempre vem junto da prática de inovar, muitos times buscam inspiração para criar projetos e iniciativas dentro de suas instituições. Por isso, iluminar as boas práticas é essencial! O setor público tem acolhido cada vez mais ações incríveis, que têm gerado resultados poderosos e impactado de muitas formas a gestão pública no Brasil.
Pensando nisso, no começo deste ano lançamos uma chamada para inscrição de projetos na Feira de Cases do 8º Redes WeGov, evento dedicado à comunicação e tecnologia no setor público.

No Redes, teremos um espaço para profissionais do setor público compartilharem histórias, práticas e experiências de sucesso relacionados à comunicação, tecnologia ou inovação em suas instituições. No total, foram 26 projetos do Brasil inteiro inscritos para a Feira de Cases do 8º Redes WeGov, dos quais 10 foram selecionados para apresentar suas iniciativas. Entre os 10, há representantes dos três poderes em todas as esferas de governo, contemplando 5 estados brasileiros além de órgãos nacionais.

Vamos conhecer um pouco mais sobre cada um deles pra ter um gostinho do que será a feira do 8º Redes?

Os cases

1 – A AGU Advocacia-Geral da União criou a iniciativa “Conversa com a AGU”, com o intuito de trazer às notícias de teor jurídico um tom mais acessível e prático para o cidadão. O projeto consiste em vídeos curtos, de um a dois minutos, que são gravados no formato de selfie e divulgados nas redes sociais do órgão falando sobre as iniciativas da AGU. Eles têm tido uma boa aceitação do público e conseguiram criar uma proximidade e conscientização maior com relação à atuação do órgão em temas que são vistos como complexos.

2 – A Agência Nacional de Águas (ANA) resolveu comemorar o Dia Mundial da Água de 2019 promovendo a conscientização da sociedade sobre o cuidado com esse recurso. Junto com a “Banda do Seu Pereira”, a ANA incentivou os seus seguidores a produzirem conteúdos dos mais diversos (desenhos, vídeos, músicas…) para a campanha #AÁguaÉUmaSó. A ideia era mostrar para as redes das formas mais diversas possíveis, que todos somos diretamente responsáveis pelo destino das águas no Brasil.

3 – A Assembleia Legislativa Do Paraná teve a ideia de criar o aplicativo “Agora é Lei no Paraná”, com o intuito de democratizar o acesso às leis estaduais e de interesse do consumidor! O app conta com mais de 270 leis, apresentadas por meio de ilustrações e descritivos simples. Cada vez mais pessoas estão usando essa ferramenta que tem aproximado muito a ALEP dos cidadãos paranaenses.

Feira de Cases 8º Redes WeGov

4 – A Prefeitura de Balneário Camboriú inovou com o “Digital PMBC”, um sistema de monitoramento que acompanha em tempo real todas as menções à prefeitura da cidade, as filtra e classifica, gerando relatórios semanais. O projeto tem sido utilizado na tomada de decisão por parte da administração municipal e ajudado a melhorar as estratégias de comunicação da cidade e a capacidade de resposta em tempo real.

5 – O projeto selecionado da Justiça Federal no RN, foi a campanha “Doar Sangue é gesto de amor, ato pela vida”. Com diversas ações focadas em conscientizar sobre a importância de doar sangue, a ação engajou um grande número de colaboradores da instituição e público externo, impactando diretamente mais de 2.000 pessoas com as doações! Não havia a cultura de doadores de sangue entre os servidores da JFRN e a campanha conseguiu, além das doações no período específico, gerar o interesse de outros potenciais doadores.

6 – Já o Governo do Rio Grande do Sul, fez uma campanha de engajamento para doação de sangue que viralizou nas redes sociais. Usando referências da cultura pop e com muito humor, a ideia era mostrar que várias coisas no dia a dia são bem mais dolorosas que doar sangue. Através dessa abordagem super leve, a campanha foi compartilhada a ponto de alcançar mais de 5 milhões de pessoas apenas pelo post oficial, fora os reposts feitos por páginas de grande alcance no Facebook.

Feira de Cases 8º Redes WeGov

7 – A Prefeitura de Palhoça também estará apresentando seu projeto de sucesso! Com a implementação de uma plataforma de gestão pública, a prefeitura digitalizou seus processos internos, o que possibilitou, além de otimizar a rotina de mais de 1.200 colaboradores e economizar cerca de R$180.000,00, poupar o equivalente a 83 árvores ao dia.

8 – Partindo da ideia de valorizar e reconhecer mais os seus servidores e humanizar a instituição perante a sociedade, o Tribunal de Contas do Mato Grosso criou o “Além do olhar: Relatos e trajetórias dos servidores e colaboradores do Tribunal de Contas de Mato Grosso”. A ideia de escrever perfis dos servidores e colaboradores do TCE de Mato Grosso ganhou campanhas nas mídias sociais e, posteriormente, tornou-se um livro digital, que teve mais de 300 downloads!

9 – Para mobilizar o eleitor a fazer o recadastramento biométrico em Belém do Pará, a Assessoria de Comunicação do Tribunal Regional Eleitoral do Pará desenvolveu vídeos institucionais com personagens emblemáticos (Homem Aranha, Mulher Maravilha, Mascotes dos principais times de futebol) e personalidades regionais. No roteiro, os personagens passavam pelo recadastramento, mostrando que o processo era rápido, simples e essencial.

Feira de Cases 8º Redes WeGov

10 – Já o Tribunal de Contas da União – TCU criou o Zello, o Chatbot do TCU! O Zello é um robô com inteligência artificial que fica no Twitter, com o objetivo de facilitar o contato entre os cidadãos e o órgão de prestação de contas auxiliando o acesso à lista de candidatos com contas declaradas como irregulares. A ideia é aproximar o eleitor de informações que podem ser de difícil acesso e aumentar a transparência da campanha eleitoral.

Sobre a feira

Os 10 projetos serão avaliados pelo público do evento e os seis mais votados serão anunciados como finalistas ao final do dia 25. O time da WeGov irá escolher os três primeiros colocados, que serão anunciados no final do evento, no dia 26/04.

Cada case de sucesso tem muito mais a compartilhar sobre comunicação, inovação ou uso de tecnologia no setor público! Para a WeGov, é muito gratificante ver tanta coisa boa acontecendo e ter a oportunidade de facilitar esse contato entre quem precisa de inspiração e quem tem experiências bem sucedidas.

Para mais informações sobre o 8º Redes WeGov e inscrições: http://bit.ly/8-Redes

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Quer conhecer um pouco mais da WeGov pela mídia? Então #ChegaMais

Quer conhecer um pouco mais da WeGov pela mídia? Então acompanhe nossa trajetória

2019

Os principais eventos de tecnologia em 2019 para empreendedores, desenvolvedores e social media

A Eventbrite Brasil listou os principais eventos de tecnologia em 2019 e olha quem apareceu por lá: o 8º Redes WeGov! O evento acontecerá nos dias 25 e 26 de abril de 2019, com foco para comunicação e tecnologia no setor público.

Programa incentiva a inovação no setor público durante primeiros dias dos novos governos

O Polinize é um Hub Digital de startups que conecta em um só lugar notícias, eventos, empregos e serviços para a comunidade tech. Tivemos a alegria de sermos ”polizinados” com o evento sobre o 101 Dias de Inovação, programa de conteúdos web desenvolvido e curado pela WeGov.

Como trabalha André Tamura

O blog Como eu Trabalho entrevistou nosso Diretor-Executivo André Tamura para entender sua rotina de trabalho, motivações e hábitos.

Florianópolis recebe, em abril, oitava edição do Redes WeGov

O portal SC Inova, de Santa Catarina, evidenciou o 8º Redes WeGov, que acontecerá nos dias 25 e 26 de abril de 2019 na capital catarinense.

Diretora da WeGov elogia trabalho do MPLabs

A Gabriela Tamura, cofundadora e diretora da WeGov, conheceu o Laboratório de Inovação do Ministério Público de Pernambuco, o MPLabs, e ficou impressionada com o trabalho que vem sendo feito!

Bandes adere a programa que visa promover a inovação interna

Com o propósito de promover ações que fomentem a inovação interna, o Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) se junta, em janeiro, ao Programa “101 Dias de Inovação no Setor Público”.

2018

5 startups que prometem levar inovações ao setor público

Conhecido como Business to Governement (B2G), o modelo é a aposta de empresas iniciantes para gerar negócios na esfera pública. Embora ainda seja uma prática pouco utilizada, cada vez mais as startups estão buscando o seu espaço para levar as suas inovações para o setor público.

HubGov Program no Observatório de Inovação no Setor Público da OCDE

Conheça o programa HubGov, que foi selecionado como um dos cases de inovação no setor público brasileiro para integrar a plataforma de cases do Observatório de Inovação no Setor Público da OCDE.

Os desafios de ser mãe e empreendedora social

“Eu atendi ligações de trabalho durante o parto”. Parece exagero, mas esse é o relato da Gabriela Tamura, diretora administrativa da WeGov, uma startup focada em estimular ações inovadoras no setor público. Confira a matéria da Redbull Amaphiko

Casal brasileiro cria negócio para ensinar funcionários públicos a inovar

A WeGov levou o design thinking e a gestão de redes sociais para o setor público. Veja mais na matéria feita pela ÉPOCA Negócios.

Palestra sobre Governo do Futuro abre o HubGov 2018 no TCE-GO

Começou no dia 01 de março de 2018 a segunda edição do HubGov, programa de capacitação de servidores públicos promovida pelo WeGov em parceria com o Tribunal de Contas do Estado de Goiás. A abertura dos trabalhos foi no miniauditorio do Tribunal com a assinatura do termo de parceria entre a corte de contas e a startup que promove cursos voltados para gestores públicos.

2017

Na WeGov, o sonho de mudar o serviço público brasileiro se tornou um modelo de negócios

”Uma empresa de Florianópolis tem um objetivo ousado: mudar o serviço público brasileiro, fomentando pensamentos inovadores”. Veja mais na matéria do portal Draft

Capacitação e empreendedorismo: uma proposta inovadora da WeGov para o Serviço Público

Na coluna de Janine Alves para o ND Online, falamos sobre inovação no setor público e a WeGov no geral. 

TRE-SC ganha prêmio de inovação em governo

A Assessoria de Comunicação Social (ASCOM) do Tribunal Regional Eleitoral catarinense recebeu, na última sexta-feira (1º), o prêmio HubGov, na categoria “Melhor Proposta de Solução”, para o desafio estabelecido no início do programa de mesmo nome.

HubGov: programa catarinense de inovação em gestão pública cresce e chega a quatro estados do país em 2018

Um programa pioneiro no país que auxilia servidores de órgãos públicos a propor soluções inovadoras. Este foi o propósito que deu origem ao HubGov, projeto da startup catarinense WeGov que formou 55 funcionários de 14 instituições federais, estaduais e municipais na primeira turma, encerrada em setembro passado. Confira no portal SC Inova

2016

Apaixonados e empreendedores, Gabriela e André Tamura levam ao setor público a inovação da iniciativa privada 

UTransformadora e criativa, a geração Millennial tem dispensado algumas cartilhas que pareciam escritas em pedra. André Tamura, 33 anos, e Gabriela Tamura, 30, casal de empreendedores da WeGov, empresa de inovação para o setor público, são um ótimo exemplo. Pela coluna de Laura Coutinho no DC. 

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O caso de Lagoa Grande

Por Augusto Patrus e Bruno Volpini Guimarães

Lagoa Grande, um município de pouco mais de 9 mil habitantes no centro-oeste mineiro. Economia predominantemente baseada na pecuária leiteira (terceira maior bacia do estado), agricultura familiar e baixos índices de industrialização. Prefeitura com 370 funcionários que, em sua maioria, realizam funções mais generalistas e não possuem tempo hábil para pensarem em melhorias nos setores da Administração, pouco integrados entre si, ou para a Prefeitura como um todo. Neste cenário, como propor a inovação no setor público?
Lagoa Grande (MG)
Primeiramente, uma breve explicação sobre o motivo de nós, de Belo Horizonte, estarmos em uma cidade a mais de 400 km de distância. Somos graduandos de Administração Pública da Escola de Governo da Fundação João Pinheiro, órgão referência em pesquisas públicas nacionais e formador de Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental para o Governo de Minas. Desde o início de janeiro, estamos participando do PRINAGEM (Programa de Internato em Administração e Gestão Municipal), projeto de imersão que visa propor aos alunos uma vivência de 25 dias em Prefeituras Municipais, em sua maioria de cidades com baixos índices de desenvolvimento, por todo o estado de Minas Gerais.
Para resolver o problema relatado no início do texto, pensamos em um modelo de capacitação em inovação e empreendedorismo para funcionários dos mais variados setores da prefeitura – uma demanda, inclusive, passada pelo Secretário Municipal de Administração e Recursos Humanos. Assim, procuramos a Gabriela Caldas Tamura e a WeGov para nos ajudarem nessa empreitada, e o resultado não poderia ter sido melhor!
Lagoa Grande (MG)
Em 2 horas e meia de dinâmica, explicamos, a servidores das mais diversas áreas da administração, o que é empreendedorismo e inovação, como os dois conceitos estão mais próximos do setor público brasileiro do que o senso comum imagina e, principalmente, como ser um agente da mudança da realidade local. Em especial, em meio à brusca queda de recursos originados de transferências estaduais: o Governo estadual deve pouco mais de R$ 4 milhões à cidade, o que corresponde a quase 14% do orçamento anual de uma cidade cuja arrecadação anual é 93,1% proveniente de transferências estaduais e federais.
Para isso, fizemos uso da Cartilha de Empreendedores, material do WeGov que orienta os servidores a tomarem boas decisões, conhecerem as políticas e personalidades do ecossistema em que estão inseridos, construírem uma comunidade para dar suporte à sua ideia, trazer a ideia à tona mesmo com o orçamento reduzido (algo presente aqui na cidade de maneira notória), e, por fim, resiliência. Após nossa explanação, foi aberto espaço para discussão. De longe, o momento de maior aprendizado do encontro.
Lagoa Grande (MG)
Quando perguntado aos servidores quais os maiores problemas da cidade, e como resolvê-los de maneira inovadora (preferencialmente, gastando poucos recursos), foi consenso geral o seguinte cenário: Lagoa Grande, como já relatado no início do texto, é uma bacia importantíssima de leite para Minas Gerais, e abastece grande parte dos laticínios e mercados consumidores da região. Porém, não há beneficiamento suficiente do produto na cidade – somente uma fábrica produz queijos, e o restante dos derivados é produzido em cidades maiores próximas ao nosso município – o que torna os produtores rurais bastante dependentes do preço pago pelas cooperativas e ganhando bem menos do que poderiam se transformassem o leite que produzem em produtos com alto valor agregado. Além disso, os produtores rurais, por verem também que não ganham tanto dinheiro assim com a agricultura e pecuária, se desmotivam, buscam outras atividades e as associações e sindicatos rurais da cidade, cada dia mais, se enfraquecem, o que torna a situação um ciclo vicioso.
Se, anteriormente, era dado como problema a falta de integração entre secretarias, a integração entre funcionários de vários perfis na capacitação de hoje foi vital para que saíssemos com boas ideias para desenvolver a cidade: cursos de capacitação e planejamento financeiro para produtores rurais, parcerias com o Sistema S e associações da região para o fortalecimento da produção e aumento de arrecadação da cidade, etc… Tantas boas ideias, em apenas 2 horas!
Segundo o controlador-geral do município, Ivan Danillo Caixeta, “A capacitação foi muito proveitosa para pensarmos em soluções para os problemas do município, principalmente em relação à resiliência. Com certeza iremos empreender aqui na Prefeitura, tanto fornecendo as capacitações para os produtores rurais, quanto nos serviços que prestamos aqui na prefeitura, aliando inovação e qualidade diariamente”. Assim, a incrível experiência de hoje mostrou que a inovação pública não tem lugar somente em grandes centros como São Paulo e Brasília, mas em todos os cantos do país. Em busca de um serviço público de alto nível, e que impacte para melhor a vida de cada vez mais cidadãos.
unsplash-logoVidar Nordli-Mathisen

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Capacitação em DT de todos os servidores!

Quando a gente aqui no LAB.ges pensou em fazer uma capacitação em Design Thinking para todos, eu disse TODOS, os 180 servidores da Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos do Espírito Santo (SEGER) pareceu loucura. De todos os lados, o que a gente ouvia era: “Ah, isso não vai dar certo!”, “Pensem bem: o Design Thinking não é pra qualquer um.
Mas a gente acreditava que era sim. Para nós, o Design Thinking não só pode contribuir com todos os setores de uma organização como a SEGER, como pode colocar em evidência a importância de se valorizar e aproveitar ao máximo a diversidade dos perfis, trajetórias, conhecimentos e vivências que a compõem. Afinal, TODOS PODEMOS INOVAR!
E foi acreditando nisso que, com a parceria da maravilhosa equipe da Wegov, criamos a ideia do TSUNAMI DE DESIGN THINKING – como ondas de inovação invadindo e transformando os diversos setores da Secretaria, as oficinas disseminariam os conceitos e práticas dessa inovadora forma de resolver problemas complexos, que coloca o foco no que mais importa: as pessoas.
Tsunami Design Thinking
Confira as fotos no Flickr

Tudo certo! Então faremos o TSUNAMI!

Oficinas organizadas com todo apoio da nossa querida Escola de Governo, a Esesp. Turmas montadas de forma a promover o encontro entre servidores de diferentes setores e níveis hierárquicos. “Opa! Mas eu nunca vi isso… na mesma turma tem o pessoal da recepção e gerentes de projetos? Área de contratos com o pessoal do RH? Que bagunça é essa?!” E mais… “Ah… lá vem o pessoal do LAB.ges inventando moda… isso não é pra gente. Aqui no meu setor a operação é pesada, não dá tempo de brincar com canetinha e post-it colorido!
Mas todos compareceram. Precisamos confessar que a estratégia foi forçar ‘um pouco’ a barra e tornar a capacitação obrigatória (a gente não queria que fosse assim!). Mas tínhamos certeza que as resistências seriam vencidas durante as oficinas, conforme todos fossem se apropriando do novo aprendizado e vislumbrando as possibilidades do porvir.
Dito e feito! A cada oficina concluída, as pessoas expressavam a sua satisfação e contagiavam os colegas que ainda aguardavam o momento de vivenciar essa nova experiência.

Hoje podemos dizer que, além da disseminação dos conceitos do Design Thinking e da experimentação de sua aplicação como abordagem para enfrentar desafios, o TSUNAMI trouxe para a SEGER outros ganhos interessantes e inesperados.

Foram 36 equipes que desenharam um panorama dos desafios da Secretaria. Além dos 36 problemas identificados (ouro na mão de um gestor, pois trazem um diagnóstico construído com o olhar de quem melhor conhece a organização), foram idealizados, com prototipação e teste, 36 possíveis caminhos para resolver os problemas apontados.
Alguns dos protótipos criados no TSUNAMI foram apresentados pelos servidores ao Escritório de Projetos da SEGER para compor a Carteira de Projetos Prioritários da Secretaria. Além disso, o Escritório se encarregou de verificar a viabilidade de todas as demais propostas do TSUNAMI e algumas já estão sendo estruturadas como projetos que serão executados de forma intersetorial, com acompanhamento do LAB.ges.

Boas surpresas

Uma surpresa: descobrimos que somos muito mais conectados do que imaginávamos ser.
A interação nas oficinas mostrou que um contato mais direto e humano, baseado na empatia e na colaboração, beneficia, e muito, a produtividade e a qualidade do trabalho (e da vida!) de todos. O retrato dessa percepção foi a releitura do organograma da SEGER, realizada pelos servidores no evento de confraternização das 6 turmas do TSUNAMI, e que hoje ilustra o fundo de tela dos computadores da organização: a SEGER como uma REDE DE CONEXÕES.
Tsunami Design Thinking

Por WeGov

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WeGov
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CRIE, CREI, REIC, CERI (…) Já tem algum tempo que nós da WeGov começamos a organizar nosso conteúdo metodológico com base no CRIE e talvez você já receba a nossa newsletter com esse nome… Você deve estar se perguntando, afinal, por que esse povo da inovação gosta tanto de siglas e o que significa isso, […]

CRIE, CREI, REIC, CERI (…)

Já tem algum tempo que nós da WeGov começamos a organizar nosso conteúdo metodológico com base no CRIE e talvez você já receba a nossa newsletter com esse nome… Você deve estar se perguntando, afinal, por que esse povo da inovação gosta tanto de siglas e o que significa isso, não é mesmo?
Então vamos lá: CRIE é um acrônimo para as palavras Conceituar, Refletir, Implementar e Experimentar. Usamos o CRIE para explicar as principais fases envolvidas na forma como falamos sobre inovação no setor público – ou seja, o nosso modelo de aprendizagem. Mas o CRIE não nasceu sozinho, ele na verdade faz parte de um framework.
Nesse post vamos explicar como a WeGov transformou a sua metodologia de aprendizado com a criação de um framework, que é composto de 5 camadas:

  1. Premissas
  2. Pilares
  3. Competências
  4. CRIE
  5. Serviços da WeGov

Um framework

Framework nada mais é do que a estrutura do nosso trabalho. Desenvolvemos um framework para esclarecer quais elementos temos que ter em mente quando entregamos nossos serviços.
Frameworks guiam as organizações na realização de intervenções e na escolha de técnicas e métodos para produzir os melhores outputs relativos aos inputs. Eles podem funcionar como modelos de análise e avaliação de cenário, mas também orientam para a ação.
Atualmente, esta é a carinha do nosso:
Framework de serviços WeGov

Framework de serviços WeGov

O framework ajuda a visualizar as camadas que compõem as nossas entregas de serviço e estrutura o nosso método de trabalho. Tudo começa pelas nossas Premissas, pois elas representam as razões de a WeGov existir, e são:

1ª Camada: as premissas

A primeira camada do nosso framework diz respeito às nossas premissas. Elas representam as razões de a WeGov existir, nosso propósito:

  • Empoderar os agentes públicos;
  • Iluminar ideias e ações que possam ser replicadas;
  • Promover a aproximação interinstitucional entre os agentes públicos das três esferas e dos três poderes.

Ah, as Premissas da WeGov eu já conheço! Qual a próxima camada mesmo?

2ª Camada: pilares

Para garantir as nossas premissas, precisamos ter uma visão sistêmica de que elementos compõem as instituições públicas, assim como um médico quando quer indicar remédios para as dores de seus pacientes – independente de suas estruturas organizacionais e modelos de gestão.
Por isso, incluímos uma camada chamada de Pilares, que representam as principais dimensões que compõem o sistema das instituições públicas, e quais são os viabilizadores e balizadores que afetam a capacidade de inovar das mesmas.
De maneira ampla, as dimensões desdobram-se em subdimensões, que devem ser analisadas com uma relação de interdependência uma das outras.
Dimensões e subdimensões dos Pilares WeGov

Dimensões e subdimensões que compõem a camada “Pilares”

Cultura, Estratégia, Conhecimento e Pessoas… isso significa que temos que olhar para as Competências!

3ª Camada: competências

Seguindo nas camadas, temos as Competências. Entendemos que inovação e desenvolvimento organizacional são indissociáveis, ou seja,  que a capacidade de inovar está conectada aos aspectos humano-comportamentais.
Nosso lema “mais do que inovações, precisamos criar inovadores” traduz nossa concepção de que podemos potencializar a capacidade de inovação das organizações a partir do desenvolvimento de competências nas pessoas que as compõem.
Por isso, selecionamos um modelo de competências essenciais para inovação, elaborado pela OECD no ano passado, que compõe a terceira camada do nosso framework. A propósito, a equipe da OECD ficou muito feliz em saber que estamos usando este material aqui no Brasil!
Competências para Inovar da OCDE

Competências essenciais para inovação

E finalmente, a 4ª camada: o CRIE

A camada seguinte é o CRIE, nosso modelo de aprendizagem, estruturado a partir de metodologias ativas e ancorado na abordagem Learn by Doing (Aprender fazendo).
Como comentamos anteriormente, essa sopa de letrinhas está dividida em Conceituar, Refletir, Implementar e Experimentar. Estas são etapas (não-lineares) básicas pelas quais nossas entregas de serviço passam, assim como nosso conteúdo.
Quando você participa de alguma oficina, curso ou programa, vai perceber que não ficamos o tempo todo (C)onceituando um tema. Para nós, para que o aprendizado faça sentido, é preciso resgatar as experiências anteriores dos interlocutores – por isso a importância do R, de refletir.
Mas isso não basta, é preciso fazer para aprender, colocar de fato a mão na massa. Aí entram o (E)xperimentar e o (I)mplementar. Geralmente o (I) acontece depois que os servidores retornam para sua instituições de origem, ou quando eles têm a oportunidade de resolver problemas reais numa oficina Incompany, por exemplo. Já o (E)xperimentar acontece ao longo de todas as nossas entregas – seja por meio de ferramentas, processos ou através de dinâmicas.
O CRIE da WeGov

Camada CRIE: modelo de aprendizagem

E, por fim, a última camada, que é o resultado de toda a criação do nosso framework: a entrega de Serviços da WeGov. Temos um portfólio que reúne várias dessas experiências de aprendizagem incríveis, não deixe de dar uma conferida.

Próximos passos

Com framework em mãos, sentimos falta de ter algo mais palpável, um instrumento para fotografar o cenário atual das instituições com que interagimos. Surgiu então a ideia de criar uma ferramenta para coletar dados junto às instituições, baseada nos pilares do framework, que estamos chamando de Pesquisa de Maturidade.
Além da pesquisa, temos consciência de que precisamos sempre revisitar nosso framework – iterar para ressignificar. Afinal, a inovação acontece nas fronteiras entre as áreas, sempre alguns passos à frente de quem tenta se encaixar em padrões. E assim seguimos!
Acompanhe o que vêm acontecendo na WeGov, e tenha mais pistas de como pegar a estrada da inovação e chegar ao Governo do Futuro! Continue acompanhando nossos conteúdos (assinando a newsletter), eventos, oficinas e webinars!

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O case foi o grande vencedor do Prêmio Redes WeGov

Em um post anterior, comentamos sobre os grandes vencedores do prêmio Redes WeGov. Para conhecermos mais sobre cada um desses cases, convidamos a jornalista Naara Normande, uma das envolvidas no projeto – para nos contar sobre o grande vencedor do prêmio: o projeto Emendas Participativas 2017 do Deputado Federal JHC de Alagoas.

Conheça o Emendas Participativas 2017

Texto escrito por Naara Normande

Aproximar as pessoas e torná-las protagonistas da esfera legislativa federal. Esse foi o grande objetivo do projeto Emendas Participativas, uma plataforma de votação online para que a população de Alagoas decidisse o destino das emendas parlamentares de um Deputado Federal no estado.
O projeto rompeu com os vícios tradicionais da destinação de emendas e colocou a decisão para os cidadãos, afinal, ninguém melhor que as pessoas para decidirem quais as maiores dificuldades enfrentadas nos serviços públicos de suas cidades.
O primeiro desafio foi sensibilizar o parlamentar e a equipe sobre a relevância desse projeto. Essa abertura de espaço para decisão coletiva de R$ 2 milhões envolveu uma mudança no ecossistema e causou estranhamento em muita gente acostumada com as articulações políticas na destinação desses recursos.
O segundo e maior desafio foi fazer com que os alagoanos acreditassem no projeto e entendessem que a quantidade de votos nas áreas (saúde, infraestrutura, esporte e infância), ações e cidades seriam os únicos elementos definidores para a destinação dos recursos.
Em resumo, que o poder estava nas mãos da população e não exclusivamente do político. Há uma enorme descrença no processo político e, por isso, nossa comunicação apostou todas as fichas no Engajamento. Mobilizamos pessoas que poderiam ser agentes multiplicadores em seus grupos (família, amigos, colegas de trabalho) para dizer “Pode confiar. É uma iniciativa séria” e estimulamos que elas replicassem a ideia. Mesmo com tanta incerteza desse meio, 5.135 alagoanos participaram e deram o voto de confiança ao projeto.

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Prêmio Redes WeGov

Falta uma semana para o Redes WeGov. E “nóis” tá como?

Ansiedade aqui é mato. E para amenizar um pouquinho, vamos ver os cases no páreo do I Prêmio Redes Wegov.

Dá uma olhada agora na lista completa dos concorrentes. Pra ver mais, só indo lá. 😉

MPF “A história de um tuitaço que o meio ambiente agradece”
TST Série #vemproTST
TST Tá Explicado
TJSP TJSP Mobile
MPSP #FalaMP
SF 1 Bilhão de views: como o foco no usuário gera resultados
CSJT Série do CSJT para o Face baseada em Game of Thrones
ALEGO SPI
ASCOM AGU AGU Explica
Dep. Federal JHC Alagoas Emendas Participativas 2017
S. Saúde DF Amamenta Brasília – Eu Divido Meu Leite

Se pá, aparece lá: http://redes.wegov.com.br/

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"Eu tenho 3 milhões de seguidores!" E daí?

Parece algo quase intangível trazer para a realidade do setor público todos os ensinamentos do marketing digital pensado em negócios, em mercado privado, em compra e venda. De fato, não faz muito sentido tentar se adequar às estratégias de algo essencialmente diferente. Os objetivos são outros.

Não sabendo como fazer, comumente os responsáveis pelo digital das instituições públicas ficam sucetíveis a acreditar em métricas vazias, como se aquelas fossem as únicas possíveis para sua realidade. Conhecidos por métricas de vaidade, são números bonitos de se ver. Sobre os quais enchemos a boca para falar: “eu tenho 3 milhões de seguidores”.

É válido refletir se são estes números os importantes. No geral, não. Isto não significa desprezá-los, porém não devem ser vistos sozinhos. Total de seguidores, total de alcance, número de views: números muito atraentes podem tirar você do foco do que é de fato relevante.

A máxima é a mesma, seja setor público, seja setor privado: qual o seu objetivo nas redes sociais? Para cada publicação, campanha, modelo de atuação, uma estratégia deve ser pensada e isto precisa estar relacionado aos objetivos institucionais. Só assim será possível perceber se os resultados estão dentro do esperado.

Engane-se quem acredita ser uma questão material. “Ah, mas aqui não tem como contratar ferramentas”. Não são as ferramentas que te farão enxergar os números de forma inteligente. Os dados fornecidos pelas próprias plataformas de redes sociais já são suficientes. É o modo como você cruza os dados com as estratégias quem irá validar ou não o seu trabalho nas redes sociais.

A depender da sua estratégia, é melhor olhar para outros índices como: conversão para a página de notícias, quantidade e qualidade dos comentários, engajamento, compartilhamentos (…). Mas eles também não devem ser vistos sozinhos. Avalie se seu investimento em publicidade, por exemplo, está dando o retorno esperado: quanto se investe X alcance X cliques na publicação. Existem centenas de formas de olhar com mais atenção para suas métricas.

Já falamos um pouco sobre isso em um webinar esta semana. Mas este é um assunto que rende muita conversa.

Que tal conversarmos mais sobre as métricas do setor público durante o 7º Redes WeGov? Espero você lá!

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Aconteceu no dia 16 de março de 2018

Na última sexta-feira (16), os hubgovers participaram do I Encontro de Líderes desta edição do programa. Realizado em Brasília, o evento contou com a contribuição do senador e professor Cristovam Buarque numa empolgante conversa sobre “Governo do Futuro“.
Para Cristovam Buarque, o Governo do Futuro deve ser visto a partir de dois enfoques: “para quê governar” e o outro em “como fazer“, neste aspecto ele aposta em uso de altas tecnologias pelo governo. Assista no vídeo:

Após o debate com o senador, os times participantes do programa se empenharam numa divertida dinâmica para apresentar seus desafios ou problemas aos seus líderes institucionais. A cada apresentação, os colegas dos outros times podiam sugerir soluções ou fazer perguntas.

#HubGov - Encontro de Líderes DF


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Estamos fazendo a cobertura simultânea do HubGov 2018 nos quatro estados. Não deixe de acompanhar nossas redes sociais para saber tudo que acontece dentro do programa!

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Aconteceu simultaneamente nos 4 estados participantes.

Nesta última quinta-feira (01/03), a WeGov realizou a abertura do programa HubGov 2018 | Governo do Futuro. O evento aconteceu simultaneamente nos quatro Estados participantes – Santa Catarina, Goiás, São Paulo e no Distrito Federal. A capital das localidades foi palco de aprendizado, inspiração e conexão para o início do programa.
Confira como foi o evento em cada um dos estados!

Santa Catarina

Em Florianópolis, lar da WeGov, o evento aconteceu na sede da Softplan – Sapiens Parque. Estiveram presentes representantes da Assembleia Legislativa, Secretaria de Administração, Secretaria da Segurança Pública, Polícia Militar, Procuradoria-Geral, Secretaria da Fazenda, Correios e Prefeitura de Bombinhas.
A apresentação do HubGov 2018 ficou por conta da Diretora de Negócios e co-fundadora da WeGov, Gabriela Tamura. Para a palestra sobre governo do futuro, contamos com a partipação especial do ex-Secretário de Estado da Fazenda Renato Lacerda, que trouxe provocações interessantes sobre a temática, apresentou conceitos disruptivos sobre como inovar em governo e expôs alguns exemplos de práticos inovadoras.
Abertura HubGov SC 2018

Distrito Federal

Em Brasília, o evento teve lugar no auditório da Universidade Corporativa dos Correios, onde participaram equipes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Secretaria de Planejamento e Orçamento do Distrito Federal, Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Ministério do Meio Ambiente, Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN/MJ) e Correios.
A apresentação do programa ficou por conta do Diretor-Executivo e co-fundador da WeGov, André Tamura. Para falar sobre Governo do Futuro, o professor e cientista político Creomar Souza fez uma conversa descontraída com o público. Sentou-se junto da plateia e propôs perguntas provocativas ao debate para construírem juntos a definição de Governo do Futuro.
Abertura HubGov DF 2018

Goiás

Em Goiânia, a mestre (sem) cerimônias Natália Senna Veloso apresentou o programa para cerca de 80 pessoas no auditório do Tribunal de Contas de Goiás (TCE/GO). A abertura contou com a palavra de Jaqueline Gonçalves Nascimento, do Instituto Leopoldo de Bulhões, e Heloísa Rodrigues Lima da assessoria de comunicação do Tribunal.
As expectativas em relação ao programa foram bastante positivas, e a palestra sobre Governo do Futuro, ministrada pelo chefe de Tecnologia e Gestão da Assembleia Legislativa de Goiás, Leonardo Rassi, despertou na platéia questionamentos sobre o papel do servidor público e a contribuição da tecnologia para o governo do futuro.
Abertura HubGov GO 2018

São Paulo

Na capital paulista, o evento aconteceu no teatro da Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP), onde reuniram-se Tribunal de Justiça de São Paulo, Ministério Público de São Paulo, Tribunal Regional Federal da 3ª Região, Prefeitura de São Paulo, Prefeitura de Guarulhos, Metrô e Correios de São Paulo.
Tivemos a presença do empreendedor Gustavo Maia em uma conversa sobre Governo do Futuro e apresentação de casos práticos realizados pelo Colab, seu aplicativo de participação social nas cidades. O chamado pela ampla participação do cidadão e a um governo do futuro aberto finalizaram a fala.
Abertura HubGov SP 2018

Eventos simultâneos

Dentre todos os desafios para o HubGov 2018, certamente o maior de todos foi o de realizar os eventos simultaneamente, gerando o clima para ser, de fato, um programa interinstitucional nacional. Ao final da programação dos eventos de abertura, conectamos os quatro estados participantes em uma chamada de vídeo simultânea que, mais do que ”conectar” pessoas, serviu para dar a largada ao Governo do Futuro.
Sejam muito bem-vindos, HubGovers!


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Há 3 anos formando inovadores no setor público.

Há 3 anos, no dia 13 de fevereiro de 2015, nascia a empresa que tornou realidade um sonho sonhado por dois. O que era somente um plano impresso dentro de uma gaveta hoje é uma realidade difícil de acreditar e que nos prova todos os dias ser a mais real de todas. O sonho já não é mais sonhado por apenas dois, mas sim por 12 e ele vem se concretizando a cada passo dado nessa jornada.
Em 36 meses, 1.096 dias ou 26.304 horas muita coisa aconteceu. Muitas partidas, mas também muitas chegadas. Muitos momentos de desânimo, mas também muitos momentos de extrema felicidade. Muitos olhares desacreditados, mas principalmente muitos sorrisos confiantes que nos mostraram que o caminho a ser percorrido não seria em vão, e era necessário.
Nesse ano de 2018, nos descobrimos apaixonados pelo trabalho que fazemos, transparentes com os nossos clientes, otimistas em todas as situações enfrentadas, vanguardistas e inovadores no que nos propomos a entregar! Completamos 3 anos de empoderamento dos servidores públicos, de iluminação de boas ideias e pessoas, de aproximação entre as esferas e poderes e de levar a inovação até o serviço público.

3 momentos marcantes

Durante esse tempo, alguns eventos inesperados (e até considerados impossíveis) aconteceram e ficaram na memória. E, para comemorar os 3 anos de WeGov, relembre conosco 3 momentos que impactaram a nossa história.

6º Redes-eGov

Nos dias 27 e 28 de abril de 2017, realizamos o último Redes-eGov, que voltou para Florianópolis depois de 3 edições em Brasília e marcou a nossa vinda para a Sede da Softplan. Trazer o evento para casa e realizá-lo em uma estrutura incrível, carregou a edição de emoção e deu uma nova cara para o nosso querido Redes!
Você pode conferir com detalhes como foi o evento e porque ele nos deu tanta alegria aqui.
No ano de 2018 apresentamos o 7º Redes-WeGov, que acontecerá nos dias 23 e 24 de abril, em Florianópolis, na Softplan. O evento carrega a misticidade da 7ª edição e vem cheio de surpresas.
As inscrições estão abertas aqui.
6º Redes eGov

Encerramento HubGov 2017

O encerramento do HubGov 2017 aconteceu no dia 01 de setembro e foi um marco imenso para a WeGov por simbolizar o sucesso da primeira edição e a formação de 55 inovadores públicos, prontos para replicar em suas instituições tudo o que aprenderam ao longo dos 06 meses de Programa.
Foi uma jornada intensa, cheia de atividades e muito trabalho desenvolvido para a apresentação das propostas de solução no último dia de HubGov, e nos dá um orgulho imenso ver a edição 2017 concluída com tanto sucesso. Confira a trajetória aqui.
O Programa HubGov 2018 já está lançado e com o seu início marcado para o dia 01 de março. A segunda edição acontecerá no Distrito Federal, em Santa Catarina, em São Paulo e em Goiás, #simultaneamente, com duração de 05 meses e cerca de 132 participantes.
Acompanhe através das nossas redes!
Encerramento Programa HubGov

ELIS

O Encontro Latino-Americano de Inovação Social no Setor Público é o maior evento de inovação da América Latina voltado para a área pública. O Programa HubGov foi eleito uma das 30 melhores práticas de governo aberto para mudanças sociais!
Fomos até Guadalajara, no México, onde apresentamos o case do Programa junto com empreendedores de países do México, Peru e Costa Rica. Um reconhecimento incrível para o trabalho realizado, nos mostrando como o mundo está prestando atenção às práticas que aprimorem o serviço público!
O Brasil será a sede do ELIS 2018 e já tem a sua data marcada: 29 e 30 de agosto, em Florianópolis, recepcionado pela WeGov! Em breve divulgaremos maiores informações a respeito do evento, então fique de olho!
Encontro Latino-Americano de Inovação Social no Setor Público - ELIS 2017
Todos esses eventos apenas se tornaram marcantes devido à força e a presença dessa rede, ou seja: devido à você! Que nos acompanha nos nossos meios digitais, que está presente nos nossos eventos e que torce por nós e conosco pela inovação dentro do serviço público.
Hoje podemos perceber que esse sonho já não é mais sonhado por dois, nem por 12, mas sim pelas 94 mil pessoas que fazem parte dessa rede de empreendedores, servidores públicos, entusiastas da inovação e apaixonados pelo setor público!
A todos que tornam esse sonho cada vez mais real: MUITO OBRIGADA!


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Continue fazendo parte da nossa história: acompanhe as nossas redes sociais, a nossa agenda e nos ajude a construir um setor público mais inovador! Por mais 3 e tantos anos!

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WeGover ''nas zoropa''.

O serviço público na Europa, e mais especificamente na França, é reconhecido por uma cultura forte e funcionários públicos especializados. O antigo continente foi o primeiro a apresentar uma configuração dos países e de governança do jeito que conhecemos hoje (o famoso Estado-nação), capaz de representar os valores e identidades de um povo.
Estou tendo a oportunidade de fazer um mestrado em Lyon, na França, e de conhecer um pouco mais os avanços e desafios da gestão pública na Europa. Por isso vou publicar alguns textos por aqui compartilhando essa experiência.

A experiência em uma universidade francesa

Estudo na École Normale Supérieure de Lyon, um modelo tipicamente francês de ensino superior. As grandes escolas, como são conhecidas, tem uma especificidade: para ingressá-las o aluno deverá ser aprovado em um concurso super rigoroso, que lhe dá acesso a um salário bem pago pelo governo francês, durante 10 anos. Como contrapartida, o aluno deve após se formar trabalhar como funcionário público dentro desse prazo.
Esse é o caso também da École Nationale d’Administration (ENA), reconhecida como uma das maiores capacitações para cargos públicos no mundo. Inclusive, a Escola Nacional de Administração de Santa Catarina – onde também está sediada a WeGov – leva o mesmo nome da escola francesa.
A ENA foi criada após a Segunda Guerra Mundial, com o objetivo principal de reconstrução do Estado francês e do fortalecimento da democracia. Sendo uma das primeiras formações específicas no mundo para auto-funcionários de governo, muitos políticos importantes para a França e Europa já passaram por ela.
Apesar desses cargos serem muito criticados pela grande autonomia administrativa que perpassa os níveis políticos (o que vem sendo alterado à partir de reformas nos anos 90) e pela seletividade que esses concursos apresentam, lhe conferindo um caráter elitista, a ENA é um exemplo a ser seguido de profissionais especializados para grandes cargos da máquina pública e questões práticas relacionadas ao contexto nacional.

Está interessado em estudar na ENA?

Alguns servidores brasileiros já passaram pela escola, que oferece chance de ingressos para estrangeiros. O “ciclo internacional longo (CIL)”, como é conhecido para alunos não franceses, tem duração de 14 a 16 meses e um caráter generalista. A escola fica em Estrasburgo, e o CIL funciona da seguinte maneira:

  • 1 mês de aulas para contextualização da administração pública na França;
  • 4 meses de estágio em uma organização pública escolhida segundo a área do aluno;
  • 9 meses de aula juntamente com alunos franceses;
  • e finalmente 2 meses dedicados a um mémoire (uma monografia francesa).

O “diploma internacional de administração pública” pode ainda ser complementado por um enfoque em ação pública na Europa ou em comunicação de instituições públicas.
Para se candidatar você deve já ter um diploma de graduação e ser um funcionário público. A língua francesa e inglesa também são requisitos! As inscrições para 2019 vão abrir em setembro desse ano, e compreendem algumas provas ou projeto de mestrado estipulado pela ENA (diferentes das feitas para os alunos franceses).
Uma vez aprovado, não é necessário pagar o curso, apenas uma taxa de matrícula (500 €) e de seguro social (260 €). O custo de vida também deve ser custeado pelo aluno (que pode conseguir uma bolsa também pelo governo francês).


Conheça mais

Se interessou pela dica? Acesse aqui para maiores informações.

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Aconteceu no dia 30 de janeiro de 2018.

Depois de Florianópolis, chegou a vez do Lançamento HubGov 2018 em São Paulo! Com a realização do programa em quatro Estados – Santa Catarina, Goiás, São Paulo e o Distrito Federal – diversas instituições têm conhecido a proposta e confirmado a participação nesta segunda edição, que terá início no dia 1º de março.
O Lançamento paulista ocorreu no dia 30 de janeiro no Google Campus SP, onde estiveram presentes mais de 12 Instituições públicas. Além disso, contou com um painel sobre Governo do Futuro, com participações brilhantes do Prof. Dr. Fernando Coelho, professor da graduação e mestrado do programa de Gestão de Políticas Públicas da EACH-USP, e Túlio Malaspina, do Instituto Update, que apresentou o mapeamento de Práticas Políticas Emergentes na América Latina, realizado em 2017.
O Metrô-SP foi a primeira instituição a assinar o Termo de Adesão ao HubGov 2018/SP e toda a equipe presente – Elaine Schevz, Lívia Garcia, Marco Antonio Barizza, Daniel Saccomano e Maria Cecília Martino – pôde conhecer as atividades e desafios que farão parte do programa que ocorrerá de março a julho de 2018.
Para saber mais sobre o que rolou no evento, confira abaixo a apresentação dos nossos palestrantes:
Prof. Dr Fernando Coelho: Apresentação
Túlio Malaspina: Apresentação


Também quer participar?

Ao todo, serão 8 instituições públicas do Estado de São Paulo e 32 de todo o programa. Se a sua instituição também quer participar do HubGov 2018, ainda dá tempo! As inscrições estarão abertas até o dia 20 de fevereiro neste link

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